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Tudo é corpo de Deus Imprimir E-mail
Escrito por Jorge Minoru Egami   
01-Fev-2010
Ao longo de sua história, a humanidade tem enfrentado catástrofes e desastres naturais, como terremotos, tufões e inundações, com muitas vítimas e grandes prejuízos materiais, em diversas regiões da terra. Atualmente, vivemos chocados com a dura realidade dos terremotos que abalaram os nossos vizinhos do Caribe, e das chuvas e enchentes que castigam muitas regiões do País, deixando um imenso rastro de dor e sofrimento. A respeito dos desastres naturais, nas Escrituras Divinas encontramos os versos que explicam:
Os desmoronamentos, os trovões, os terremotos e os tufões deste mundo são a ira de Tsukihi  Ofu. VI-91
Também é nos ensinado que este mundo, a terra onde vivemos, é o corpo de Deus.
O ser humano, ultimamente, tem maltratado e agredido sistematicamente esse mundo e a natureza, promovendo desmatamentos, queimadas, poluindo a atmosfera através dos gases emitidos pelas indústrias e pelos veículos, contaminando os rios e os mares com despejos de detritos e sujeiras de várias naturezas.
Os gases emitidos têm se acumulado na atmosfera, produzindo o efeito estufa, causando o aquecimento e o desequilíbrio na temperatura em várias partes do globo terrestre. Essas instabilidades, por sua vez, provocam o deslocamento de grandes massas de ar,  formando as tempestades e tufões. E a superfície da terra, fragilizada pelo desmatamento e pela erosão, não consegue absorver a água pluvial, ocasionando inundações e desmoronamentos.
Assim, podemos dizer que esses desastres naturais são, na realidade, as reações da natureza, que responde às agressões e aos maus tratos recebidos do homem durante todo esse longo tempo. E dessa forma, podemos dizer também que todos nós somos responsáveis por esses desastres, na medida em que sujamos e poluímos o ambiente onde vivemos, e descuidamos de sua preservação.
Porém, neste mundo, os desastres ocorrem não somente na natureza, isto é, no espaço físico e geográfico da terra em que vivemos. Ocorrem também dentro da sociedade, no ambiente onde nos relacionamos e convivemos com os nossos semelhantes.
Então, à semelhança daquilo que ocorre com a natureza, somos responsáveis também pela preservação do nosso ambiente social, no local de trabalho, na escola e, principalmente, no nosso lar, no convívio com a nossa família.
E, infelizmente, muitas vezes, sem perceber ou por falta de cuidado, acabamos poluindo, maltratando e agredindo esses ambientes, através das palavras, gestos e ações inadequadas. Por ignorância ou negligência, vivemos sujando e poluindo o ambiente em que vivemos, contaminando-o com a nossa raiva, nossos rancores, intolerância e insensibilidade, e todas as demais atitudes que decorrem de nossas poeiras espirituais.
Fatalmente sofreremos as conse-quências dessa irresponsabilidade, pois assim como acontece com a natureza, todas as  agressões ou desleixo com que tratamos o meio social em que vivemos, acabarão se voltando contra nós.
Assim, todos esses poluentes que produzimos e espalhamos se acumulam à nossa volta, deteriorando o relacionamento entre as pessoas, no trabalho e na nossa família. E um dia nós nos veremos, no meio de um ambiente desolado e triste, destituído de calor e afeto, ou então, num ambiente hostil, carregado de tensão, que acabará explodindo sob forma de desarmonia, conflitos e desastres.
Portanto, os desastres naturais e as suas dolorosas consequências são oportunidades que Deus–Parens concede à humanidade como um todo, para que cada um de nós possa  crescer, exercendo  e desenvolvendo o dom da solidariedade e a capacidade de ajudarmos uns aos outros. Mas, além de tudo, são oportunidades para a nossa reflexão, para que possamos avaliar tudo que fazemos ou deixamos de fazer para a reconstrução e a preservação do ambiente do mundo. Para isso, precisamos recolher dejetos e lixos, limpar córregos e rios, desobstruir as vias de escoamento das águas, e plantar as sementes das árvores que, quando crescerem, darão força e rigidez ao solo, com suas raízes.
Então, como seguidores deste Caminho, cabe a nós também despender esforços para a preservação do nosso ambiente social – devemos evitar o acúmulo das poeiras espirituais, promover a faxina do meio em que vivemos, eliminando as mágoas e rancores que trazemos do passado, promover a união entre as pessoas, reconstruindo e reatando as relações desfeitas, e, sobretudo, devemos plantar e disseminar os ensinamentos que recebemos de Oyassama, para podermos obter uma base sólida, na qual será assentada a nossa vida plena de alegria e felicidade.
 
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