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Parte I - O movimento para o missionamento no exterior
Encerradas as celebrações do 40º ano do ocultamento físico de Oyassama (26/janeiro/1926), cujo período oportuno teve como meta a determinação de duplicar o número de igrejas, o Segundo Shimbashira Shozen Nakayama inicia o movimento de incentivo para o missionamento no exterior. Para tanto são criados a Escola de Língua Estrangeira de Tenri e o Departamento de Missões Ultramarinas.
No início do século XX o Japão passou por uma severa crise institucional que abalou notadamente a população mais humilde. Daí resultaram os acordos migratórios, para o Hawaí, depois para os Estados Unidos, e posteriormente para os países da América Latina, em especial o Brasil, que começou a receber os imigrantes japoneses oficialmente a partir de 1908. Neste mesmo período, o Brasil que era dominada pelas elites agrárias, com base na produção e exportação de café, também viria a ter a economia rural sucumbida pelos efeitos de uma conjuntura mundial em crise.
Dentro desta realidade e aproveitando o Acordo de Amizade Japão-Brasil, milhares de famílias japonesas começaram a migrar para o Brasil.
Os condutores de Igrejas-Mor, imbuídos do sentimento único de salvação universal, acataram com sinceridade o desejo do Shimbashira e estenderam o convite aos membros fiéis de suas igrejas. Assim, dezenas de missionários se inscreveram e concluíram o Seminário de Tenri e, ainda, se habilitaram ao programa de emigração, pois a vida no novo mundo era uma incógnita; também para cumprirem a norma que exigia um família composta por pelo menos 3 pessoas capacitadas ao trabalho agrícola, com idade mínima de 12 anos, formaram famílias prematuramente, através de casamentos arranjados e ora adotando ao menos um filho.
Os pioneiros da Tenrikyo adentraram no Brasil como colonos-imigrantes e povoaram colônias principalmente no noroeste paulista e no norte do Paraná. Constam registros de ingressos de fiéis da Tenrikyo no Brasil a partir de 1914, entretanto, os missionários pioneiros chegaram a partir de 1927.
A estrutura na época não permitiu um trabalho conjunto e estruturado, assim, muitos missionários por anos, se dedicaram à divulgação do ensinamento de Oyassama no anonimato. Porém, foram fundamentais nos primeiros passos da Tenrikyo no Brasil: Fudekiti Tanaka (1925, Igreja Londrina); Zennosuke Negoro (1927, Igreja Noroeste); Genkiti Morikawa (1927, Igreja Promissão) ; Tamao Tanio (1927, Igreja Paulista); Sumi Nozaki (1928, Igreja Marília); Tanekiti Kitano (1928, Igreja Penápolis); Guiichi Iwashima (1928, Igreja Estrela); Ishinosuke Kimura (1929, Igreja Jussara); Chujiro Otake (1929, Igreja Bauru); Mitsutaro Soraji (1929, Igreja Nampaku).
Reverendo Chujiro Otake, primeiro Primaz da Sede Missionária do Brasil, expressou o sentimento da época:
“Os missionários vieram ao Brasil como imigrantes, recebendo a incalculável proteção de Deus-Parens e Oyassama. Encontraram muitas dificuldades, mas sempre tiveram diante de si a imagem confortadora da Oyassama e, segurando a sua mão, deixaram-se guiar por Ela. Por isso, não se preocuparam com os obstáculos nos locais onde permaneceram; e tornaram-se no foco de desenvolvimento da religião.”
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