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Ao ouvir sobre a predestinação, muitas pessoas têm a impressão de se tratar de um assunto triste e obscuro, mas na verdade, não é bem assim. As primeiras palavras de Deus-Parens foram:
“Eu sou o Deus original, o Deus verdadeiro. Nesta casa há uma predestinação. Desta vez, revelei-me neste mundo para salvar toda a humanidade. Desejo ter Miki como meu Sacrário.” Significa que as três grandes predestinações da Revelação Divina são: o tempo, a pessoa e o lugar. O tempo é o dia 26 de outubro de 1838. A pessoa é Miki Nakayama. E o lugar, a predestinação da Residência, é onde está edificado o Kanrodai, em Jiba. Assim, predestinação indica a origem, a semente e a razão. Todos nós que ouvimos sobre o ensinamento deste Caminho, devido à predestinação é que hoje estamos reverenciando a cerimônia mensal do Dendotyo. Além disso, graças à fé neste Caminho é que existe o dia original da nossa salvação. Cada pessoa, devido à predestinação, foi atraída ao Caminho e está podendo passar os dias excelentemente. Para cada família, existe o dia original em que o antepassado, após refletir, passou pelo Caminho para receber a graça da mudança para melhorar a predestinação. Eu e minha família chegamos ao Brasil em setembro de 1957 como imigrantes. Foi um ano após a celebração dos 70 anos do Ocultamento Físico de Oyassama. Na época se falava muito em missionamento no exterior, tanto é que um mês depois, em outubro de 1957, vieram as primeiras famílias de imigrantes Tenri. Naquela época, o Dendotyo do Brasil estava realizando a contrução do recinto de reverência, visando a comemoração de 10 anos de fundação. Na família Miyoshi, a minha mãe retornou muito jovem e meu pai casou-se pela segunda vez. Pode se dizer que tinha que passar por esse tipo de predestinação. O meu pai Toshio também perdeu a mãe aos 13 anos de idade e o seu pai casou pela segunda vez. A minha mãe retornou aos 20 anos de idade e a minha madrasta, hoje está com 84 anos com saúde. Eu cheguei ao Brasil com 18 anos de idade. Tive que parar os estudos no terceiro ano do colegial para vir ao Brasil e após três anos é que a minha mãe retornou aqui no Dendotyo. Ela foi operada em São Paulo, mas devido à complicações, não melhorou. O primeiro Primaz, reverendo Otake, sabendo disso, disse que se a minha família continuasse no interior, teria muitas dificuldades e assim, chamou para ficarmos no Dendotyo e fazer o tratamento. Durante esse período, o meu pai cuidava da esposa e também fazia hinokishin. Entretanto, ela retornou depois de três meses. Por esta razão, minha família tem imensa gratidão pelo Dendotyo. Assim, pela mesma gratidão, eu também procuro fazer tudo que estiver ao meu alcance. Porém, com o tempo, acabamos ficando acomodados, e necessitamos receber orientações. Atualmente, tenho a graça da plena saúde, mas já passei por três grandes nós. O primeiro foi quando tinha 10 anos de idade. Fiquei gravemente enfermo durante meio ano e quando estava quase morrendo, através deste ensinamento fui salvo. “Você foi oferecido a Deus no altar da igreja” - dizia minha mãe. O segundo nó foi em 1976, quando deixei a casa de meus pais e fui trabalhar. Na fábrica existia uma máquina com uma correia bem grande, através da qual levava-se as folhas de amora para o criadouro dos bichos da seda. Por um descuido, prendi a minha mão esquerda na correia. Bem nesse momento, um ajudante, ao ouvir o meu grito, imediatamente desligou a máquina. Se ajudante não estivesse naquele lugar, naquele momento, talvez eu tivesse perdido a mão e o braço esquerdo. Graças à fé é que uma grande desgraça foi transformada num pequeno acidente. O terceiro nó foi um acidente de carro, na volta de Duartina para Bastos, após a cerimônia mensal da casa de divulgação. Um veículo, de repente, passou na frente do carro que estava a minha frente e foi parar no acostamento. Foi algo de alguns segundos em que poderia ter me envolvido num gravíssimo acidente. No carro estavam a minha esposa e os meus filhos, cinco pessoas ao todo. Foi um grande alívio e uma grande alegria ver que a grande desgraça transformada em um pequeno fato e este ter sido extinguido. Ainda, o meu avô Kametaro Miyoshi viveu com a primeira esposa por 14 anos e após o nascimento da quinta filha, por problemas de complicações pós-parto, retornou aos 38 anos de idade. Com a segunda esposa, viveu junto por 8 anos e depois o meu avô retornou. O meu pai Toshio, viveu com a minha mãe durante 21 anos, e ela retornou aos 41 anos de idade. Eu tinha 21 anos. Depois, ele casou pela segunda vez e viveu junto com a esposa por 28 anos e o meu pai retornou aos 76 anos de idade. Ao pensar nesses fatos, eu e minha esposa já estamos juntos há 43 anos. Tenho a certeza de que essa graça se deve à fé e me sinto muito feliz com isso. Neste mês, será realizado em Jiba, o Corpo Internacional de Hinokishin da Associação dos Moços, com a participação de membros do Brasil. É algo maravilhoso e gratificante, e já faz 17 ou 18 anos que eu também pude participar do Hinokishin em Jiba. Em 1992 regressei a Jiba para os 100 anos de fundação da Igreja-Mor Takaoka. Reverenciei o centenário e tinha a intenção de fazer hinokishin na igreja superior Uwajima que estava fazendo a construção do recinto de reverência para o seu centenário. Entretanto, o condutor da igreja me chamou e pediu para que participasse do Corpo de Hinokishin da Associação dos Moços. Na época estava com 53 anos de idade e no hinokishin percebi que havia muitas pessoas com mais de 70 anos de idade; foi um período de muita alegria e satisfação. Fizemos o hinokishin no prédio em construção do Oyasato Yakata do canto noroeste, atualmente utilizado pelo Colégio Oyasato. Desde então, a cada regresso a Jiba, passo em frente ao Yakata e lembro-me com alegria de que no passado pude fazer o hinokishin na época da sua construção. No ensinamento há “tudo que foi dedicado é a razão, é a semente”. Na época em que Oyassama vivia fisicamente, eram poucas as pessoas que haviam recebido o Sazuke. Por isso as pessoas faziam a salvação repetindo apenas o nome de Tenri-Ô-no-Mikoto. Quando havia um doente, os fiéis se reuniam em sua casa e todos realizavam a Dança das Mãos, solicitando sua salvação. Hoje em dia, temos a liberdade de realizar o Serviço Sagrado e em qualquer lugar fazer a divulgação e a salvação. Por essa situação ter se tornado tão natural está se perdendo a firmeza no espírito. Assim, creio que devemos nos esforçar na divulgação e na salvação e isso tenho repetido freqüentemente para mim mesmo. Assim, espero poder me dedicar ao máximo para atingir a determinação espiritual juntamente com todos os senhores. Muito obrigado. *é condutor da Igreja Duartina
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