arrowHome arrow Notícias arrow Opinião arrow Respeito aos pais quinta, 29 julho 2010  
Especiais
Dendotyo - 60 Anos
Mais Lidos
Notícias Recentes
Expediente

Jornal Tenri é uma publicação com fins religiosos, órgão da Igreja Tenrikyo de Dendotyo para divulgação. Publicação mensal editada desde 1971.
 
Igreja Tenrikyo de Dendotyo
(Sede Missionária do Brasil)
R. Tenri, 4- 58 - C. P. 515
CEP 17054-250 - Bauru - SP
Fone: (014) 236-1144
e-mail: b.tenrikyo@uol.com.br

Diretores responsáveis:
Idioma Japonês - Yoshio Watanabe
Idioma Português - Hiroshi Kajiura


Administração, redação e publicidade:
Centro Cultural e Social de S. Paulo
Rua Pelotas, 385 - Vila Mariana
São Paulo - SP - CEP 04012-001
Fone: (011) 5579-1959
e-mail: spkaikan@uol.com.br

Online
Temos 45 visitantes online
Login





Esqueçeu a senha?
Respeito aos pais Imprimir E-mail
Escrito por Célia Satiko Sakurai   
01-Abr-2009
Os tempos mudaram, a sociedade mudou e, conseqüentemente, a estrutura familiar.
Antigamente a sociedade era patriarcal e muitos de nós tivemos uma  rígida educação.
O respeito aos pais era uma lei que deveria ser seguida sem qualquer contestação, independente das atitudes dos pais. Certas ou erradas.
A sociedade era mais fechada, o mundo não era globalizado e, também,  não tínhamos acesso às inúmeras informações disponíveis nos dias de hoje.
As mulheres passaram a conquistar o seu espaço na sociedade e, a partir de então, a estrutura familiar nunca mais foi a mesma.
Do pouco tempo que lhes sobram,  muitas vezes, mal dá para descansar ou dormir o suficiente.
Seus filhos muitas vezes ficam aos cuidados de terceiros e desde pequenos são levados a frequentar as creches ou escolinhas, onde passam a maior parte do dia.  Antes, somente o pai trabalhava e agora, a mãe que era encarregada de cuidar em tempo integral dos filhos, também passou a trabalhar.
Foi um processo de transformação na sociedade em geral, que influenciou muito na qualidade da educação dos filhos.
O que antes era tempo integral, na sociedade moderna isso se transformou somente em noites ou fins de semana com os filhos, reduzindo consideravelmente no tempo e na qualidade o diálogo com os filhos.
Os filhos se tornaram mais independentes, mas ao mesmo tempo muito carentes dessa qualidade afetiva: sentimentos de amor, o cuidado, o zelo com as suas vidas. O estabelecimento de regras se tornou mais difícil pelos pais não estarem  presentes em todos os momentos; tentando recompensar, dando o que podem ou o que nunca tiveram.
Os pais não percebem a importância do acompanhamento diário do desenvolvimento dos filhos e os levam a um distanciamento cada vez maior, pois eles, os filhos, acabam buscando longe dos pais as respostas para as suas duvidas, angústias e indagações.
Acredito que apesar de todas as dificuldades, a falta de tempo, os pais precisam, mais do que nunca, investir muito na qualidade do tempo juntos aos filhos.
Apesar do cansaço e da limitação do tempo, é fundamental essa força, essa superação diária para se dedicar a esses momentos preciosos e tão importantes na vida dos filhos.
O tempo é agora, o tempo é hoje. Os filhos crescem e quando percebemos, estão total e somente envolvidos com a sociedade e distantes da família.
Os filhos não querem e não precisam somente de coisas materiais; eles clamam por atenção.
Eles precisam de atenção, de amor e respeito com seres humanos.
Para respeitar os pais, eles precisam também ser respeitados.
Eles precisam e querem limites. Na infância e na adolescência isto é fundamental, pois influenciará em sua fase adulta.
Precisam e querem saber o que é certo e o que é errado.
Querem que os pais mostrem uma direção.
Precisam saber sempre que os pais se preocupam, porque os amam muito, que zelam por sua vida e que são importantes para eles.
Mesmo no trabalho, apesar das tarefas do dia-a-dia, os pais devem sempre saber onde os filhos estão.
Aproveitar os momentos preciosos com os filhos, criar essa oportunidade de conversar e perceber nas entrelinhas as suas dificuldades, e se empenhar da melhor forma possível em orientá-los, requer paciência.
Paciência, significa olhar para a criança na mesma altura dos olhos e explicar e esclarecer as suas dúvidas, até sentir que assimilou e compreendeu.
Não podemos mais dar respostas evasivas por que estamos cansados, estressados e com sono.
Porque sim ou porque não, não é resposta.
Oyassama sempre foi muito atenciosa, carinhosa e afetuosa para com as crianças. Dizia que em relação a elas deveríamos ter sempre um "yasashii kokoro" (espírito bondoso).
Precisamos respeitar os filhos,  pois eles são os nossos antepassados. Só assim os pais também serão respeitados.
Respeitá-los sempre!
Sendo respeitados, eles vão ouvir os pais e, consequentemente, os ensinamentos de Oyassama.
O respeito não será através da imposição, mas através da voz do coração.
O mais importante: a vida plena de alegria e felicidade é atingida a partir da harmonia do casal, e isto se refletirá nas vidas dos filhos.
Através dos exemplos dos pais, pois são heróis para os filhos, é que  se gerarão força e capacidade de superação dos problemas familiares.
À medida que crescem os filhos começam a perceber de onde vem essa força dos pais. Essa força se chama fé em Deus-Parens e nos ensinamentos de Oyassama!
Através do exemplo dos pais os filhos seguem o mesmo caminho.
Precisamos educar e orientar com responsabilidade.
Eles serão os yobokus de amanhã.
Eles serão os braços de Deus-Parens e Oyassama na construção do mundo de vida plena de alegria e felicidade.
Ajudarão na construção de um mundo sustentável quando todos se respeitarem como irmãos.
*é esposa do condutor da
 Igreja Montebrás e diretora da Associação Infanto-Juvenil
 
início

  

© 2010 Jornal Tenrikyo
Joomla! is Free Software released under the GNU/GPL License.