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Editorial_Março 2009 Imprimir E-mail
Escrito por Eduardo Yoshinobu Otake   
01-Mar-2009

O Shimbashira há tempos vem orientando sobre a importância de reverenciar a igreja com a família unida e, em janeiro passado, na reunião executiva da Associação Infanto-Juvenil da Sede da Igreja, reforçou o tema aos líderes, recomendando-os a incentivar as atividades de otomarikai (eventos com pernoite das crianças na igreja).

Não há dúvidas de que a preocupação do Shimbashira é legitima: muitos dos frequentadores já são idosos e vivem solitários. Por onde andam os seus filhos e netos? E porque não vêm reverenciar a igreja?

Os fatores que afetam a vida atual são sutis e certamente complexos, mas é claro que com o advento da alta tecnologia tudo ficou prático e muito mais confortável para usufruto de todos. Não obstante, o ser humano, qual seja o seu nível de acesso a estas facilidades, concomitantemente, vem persistindo com o objetivo maior e original da humanidade, que é a vida plena de felicidade.

E quando falamos de felicidade, a família é a base. Familiares que se abraçam e conversam, também se apóiam mutuamente, e, assim, conquistam seus merecimentos de paz e tranquilidade. Uma vida "mais feliz" do que daquelas que vivem em conflitos de relacionamento.

Muitos dos conflitos vêm do desejo de liberdade e independência. E mesmo que em aparente harmonia, estes dois fatores fazem desestabilizar a base da família.

Por natureza o ser humano foi criado por Deus-Parens para ser livre; assim, mesmo que amordaçado a algo, nunca perderá esta excelência divina. Os "sacrifícios" de Oyassama são as visões aflitivas dos que a observavam e Nossa-Mãe nunca se esquivou em cumpri-los, pois na qualidade de Sacrário vivo de Deus-Parens havia apenas a manifestação de satisfação e sinceridade em construir o modelo de vida.

A independência é uma ação dúbia. Máquinas e robôs podem ter processos automatizados que os fazem independentes da ação humana, mesmo assim são dependentes daqueles que os programam e os fazem trabalhar. O ser humano que porta o livre-arbítrio é menos ainda independente. Um povo que por algum motivo histórico "criou" sua independência, também "filiou-se" a um novo sistema para prosseguir sua vida.

Para apressar a vida plena de alegria e felicidade precisamos estar sinceramente satisfeitos com a liberdade e a "dependência" alcançada.

Nada mais prazeroso do que usufruir a liberdade tendo a alegria da interdependência familiar mantida por gerações.

 
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