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Não percamos para o sorriso dos filhos |
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Escrito por Michie Imai
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01-Jun-2008 |
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Eu e meu marido fomos agraciados com três filhos, hoje com 7, 5 e 1 anos, respectivamente. Dentro de nossa casa, só se ouve risadas, choros e gritos da criançada, todos com energia de sobra e isso é muito gratificante; mas nem sempre ecoam somente risos para a vizinhança, o que seria ótimo, diariamente há brigas entre eles. Ainda, sempre que eu arrumo o rastro de suas bagunças, eles desarrumam sem qualquer cerimônia.
Este ano farei nove anos de casada e neste intervalo eu e meu esposo recebemos inúmeras orientações de Deus-Parens, através destas alegres crianças. Após o primeiro ano de casados, assim que nos tornamos pais, o primogênito, após oito meses de vida, tinha febre com freqüência e às vezes crises de asma; ainda teve otite média e sempre levávamos ao hospital. Mas, nós não reparamos e nem dialogávamos sobre essas pequenas orientações e nem chegávamos a dialogar; por fim ele teve pneumonia e acabou internado. Via meu filho chorar ao tomar a injeção e chorava junto. Sofri muito, se pudesse estar no lugar dele já o teria feito. Foi que finalmente começamos a refletir sobre nossas atitudes espirituais.Na Tenrikyo, é nos ensinado que os problemas relacionados com as crianças até os 15 anos de idade são de responsabilidade dos pais e, conforme a mudança do espírito dos pais elas são salvas. Assim, conversamos e juntos pedimos perdão a Deus. Após uma semana, o nosso filho recebeu alta hospitalar.A primeira palavra que ele aprendeu foi “mamãe” e a segunda foi “hai” (sim). Desde cedo sempre respondeu “hai” em voz alta, portanto, pude perceber o quanto é gostoso ouvir esse “hai” tão cheio de vida. Ouvi dizer que a pneumonia (hai-byou, em japonês) é a falta de corresponder com sinceridade. Em japonês, hai também significa pulmão. Refletindo, sempre me faltou a sinceridade de retribuir um “hai” do fundo do coração. E, através da doença de meu filho, era como se estivesse dizendo “mamãe, você precisa dizer mais ‘hai’, viu?”. Assim, compreendi o desejo de Deus.Porém, quando os problemas se amenizam, a tendência é acabar sendo tomada pelas cogitações egoísticas e caminhar conforme a própria conveniência. Sem perceber escolhemos o rumo mais fácil e menos complicado. No entanto, como mãe não gostaria de passar novamente por problemas e ver a tristeza e sofrimento estampados nas faces dos filhos. Esse é um sentimento de querer protegê-los.Como ser humano, não é simples corrigir os defeitos, mas me esforço em querer melhorar.Nos dizeres de Deus há: “os filhos não puxam os pais através do sangue e sim através do espírito deles”.Para que os filhos também possam compreender esse gratificante ensinamento, eu e meu marido estamos unindo nossos espíritos para evoluir espiritualmente e também para que não percamos para o sorriso de nossos filhos.*é yoboku da Igreja Diadema
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